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15 de mai de 2012

Descanse em paz: o enterro do “não consigo”



Chick Moorman
Canja de Galinha para a Alma
Jack Canfield & Mark Victor Hansen
Ediouro- 1995

Metáforas para PNL

A turma da Quarta série de Donna se parecia com muitas outras que eu vira antes.

Os alunos sentavam-se em cinco fileiras de seis carteiras. A mesa do professor era na frente, virada para os alunos. O quadro de avisos exibia trabalhos dos alunos.

Em muitos aspectos, parecia uma sala de escola primária tipicamente tradicional. Mesmo assim, algo me pareceu diferente naquele primeiro dia em que entrei ali. Parecia haver uma corrente subterrânea de excitação.

Donna era uma professora veterana de uma cidadezinha de Michigan, e faltavam apenas 2 anos para sua aposentadoria. Além disso, era voluntária ativa num projeto municipal de desenvolvimento de equipes que eu organizara e auxiliara.

O treinamento se concentrava em ideias artísticas de linguagens, capazes de estimular os alunos a se sentirem bem consigo mesmos e assumirem a responsabilidade sobre suas vidas.

O trabalho de Donna era assistir às sessões de treinamento e implementar os conceitos apresentados.Meu trabalho era visitar as salas de aula e encorajar a implementação.

Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti.
Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa, preenchendo uma folha de caderno com ideias e pensamentos.

Uma aluna de 10 anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de "não consigo"

"Não consigo chutar a bola de futebol além da Segunda base."
"Não consigo fazer divisões longas com mais de três números."
"Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim."

Sua página já estava pela metade e ela não mostrava sinais de parar. Trabalhava com determinação e persistência. Caminhei pela fileira olhando as folhas dos alunos. Todos estavam escrevendo sentenças que descreviam o que não conseguiam fazer.

"Não consigo fazer dez flexões."
"Não consigo comer um biscoito só."
A esta altura, a atividade despertara minha curiosidade, e assim decidi verificar com a professora o que estava acontecendo.

Ao me aproximar dela, notei que ela também estava ocupada escrevendo. Achei melhor não interromper.

"Não consigo trazer a mãe de John para uma reunião de professores."
"Não consigo fazer com que minha filha abasteça o carro."
"Não consigo fazer com que Allan use palavras em vez de murros."

Frustado em meus esforços em determinar por que os alunos estavam trabalhando com negativas, em vez de escrever frases mais positivas, ou "eu consigo", voltei para o meu lugar e continuei minhas observações.

Os estudantes escreveram por mais dez minutos. A maioria encheu sua página. Alguns começaram outra.

"Terminem a página em que estiverem e não comecem outra", foram as instruções que Donna usou para assinalar o final da atividade.

Os alunos foram então instruídos a dobrar suas folhas ao meio e trazê-las para a frente da classe.Quando os alunos chegaram à mesa da professora, depositaram as frases "não consigo" numa caixa de sapatos vazia.

Quando as folhas de todos os alunos haviam sido recolhidas, Donna acrescentou as suas. Ela pôs a tampa na caixa, enfiou-a embaixo do braço e saiu pela porta, pelo corredor.

Os alunos seguiram a professora. Eu segui os alunos. Na metade do corredor a procissão parou.

Donna entrou na sala do zelador, remexeu um pouco e saiu com uma pá. 
Pá numa das mãos, caixa de sapatos na outra, Donna saiu para o pátio da escola, conduzindo os alunos até o canto mais distante do playground. 

Ali começaram a cavar. 
Iam enterrar seus "Não consigo"! 

A escavação levou mais de dez minutos, pois a maioria dos alunos queria sua vez. Quando o buraco chegou a cerca de um metro de profundidade, a escavação terminou.

A caixa de "não consigo" foi depositada no fundo do buraco e rapidamente coberta de terra. 

31 crianças de 10 e 11 anos permaneceram de pé, no local da sepultura recém cavada. 

Cada um tinha no mínimo uma página cheia de "não consigos" na caixa de sapatos um metro abaixo. E a professora também.  Neste ponto, Donna anunciou: 
"Meninos e meninas, por favor dêem-se as mãos e baixem as cabeças." 

Os alunos obedeceram. Rapidamente, dando-se as mãos, formaram um círculo ao redor da sepultura. Baixaram as cabeças e esperaram. Donna proferiu os louvores. 

"Amigos, estamos hoje aqui reunidos para honrar a memória do ‘Não consigo’. Enquanto esteve conosco aqui na Terra, ele tocou as vidas de todos nós, de alguns mais do que de outros. 

Seu nome, infelizmente, foi mencionado em cada instituição públicaescolas, prefeituras, assembléias legislativas e, sim, até mesmo na Casa Branca. 

Providenciamos um local para o seu descanso final e uma lápide que contém seu epitáfio. Ele vive na memória de seus irmãos e irmãs ‘
Eu consigo’, ‘Eu Vou’ e ‘Eu vou imediatamente’. 

Estes não são tão conhecidos quanto seu famoso parente e certamente ainda não tão fortes e poderosos. 

Talvez algum dia, com sua ajuda, eles tenham uma importância ainda maior no mundo. Que ‘Não Consigo’ possa descansar em paz e que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém." 

Ao escutar as orações entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam esse dia.
A atividade era simbólica, uma metáfora da vida. 

Foi uma experiência direta que ficaria gravada no consciente e no inconsciente para sempre.Escrever os "Não Consigo", enterrá-los e ouvir a oração. 

Aquele havia sido um esforço maior da parte daquela professora. 
E ela ainda não terminara. Ao concluir a oração ela fez com que os alunos se virassem, encaminhou-os de volta à classe e promoveu uma festa. 

Eles celebraram a passagem de
"Não Consigo" com biscoitos, pipoca e sucos de frutas. Como parte da celebração, Donna recortou uma grande lápide de papelão. Escreveu as palavras "Não Consigo" no topo, "Descanse em Paz" no centro e a data embaixo. 

A lápide de papel ficou pendurada na sala de aula de Donna durante o resto do ano. Nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia "Não consigo", Donna simplesmente apontava o cartaz Descanse em Paz. 

O aluno então se lembrava que "Não Consigo" estava morto e reformulava a frase.

Eu não era aluno de Donna. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia aprendi uma lição duradoura com ela. Agora, anos depois, sempre que ouço a frase "Não Consigo", vejo imagens daquele funeral da quarta série. 

Como os alunos, eu também me lembro de que "Não Consigo" está morto


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Espero que esse texto possa ajuda-lo na sua vida, pois fez muita diferença na minha há anos atrás quando o li. Essa é a função do texto, mexer com o inconsciente.

Enterrar um pensamento que nos impede de seguir em frente é deletar um velho script e ao fazê-lo, temos que nos esforçar para criar um novo que nos mostre que sempre há um outro modo, um caminho do qual não podíamos ver por estarmos mergulhados no “não consigo”

Daqui pra frente pense melhor e reflita. Seja honesto com você e reformule o pensamento:

Não é que eu “não consigo” isso -  na verdade “eu não quero” mudanças.

Mudança requer responsabilidade sobre meus atos, iniciativa, meta e flexibilidade – tudo aquilo que eu não quero “com+seguir”...

laura botelho


Workshop de laura botelho fala sobre:

Mentes - Entenda porque Mentes masculinas e Mentes femininas estão em uma eterna disputa. Entender como funcionam seus cérebros faz toda a diferença para diminuir os atritos.

Emoções - Ter consciência de suas emoções, identifica-las, administra-las na medida certa, na quantidade certa, é ter equilíbrio, consequentemente = saúde e auto cura.

Neurolinguística - aprenda a usar seu cérebro. Nesse momento é ele que está usando você. A Lei do Universo é clara: Se você não é capaz de gerir sua própria energia, sua consciência, então alguém o fará por você.

Física quântica - a Nova Física mudou a nossa vida, mas você não tem consciência disso. Novas perspectivas, novos pontos de vista, novas interpretações sobre nosso velho mundo.



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"o sentido da vida é quando o seu propósito e o meu propósito se cruzam, então estamos fora do espaço, fora do tempo e trabalhamos juntos de uma forma totalmente diferente que afeta não só a você ou a mim, mas o todo"