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24 de abr. de 2011

Entenda a crise mundial - ela afeta você

Entenda a bolha brasileira que está prestes a estourar...

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. 

Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. 
Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares Paul, percebeu que os imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. 

A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. 

Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito. Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez…

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil… Parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. 

As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca.

Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito. Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. 

Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou.

Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul. 

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir…

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó. 

Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. 

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel… Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores. 

Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou. 

Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. 

O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. 

Mesmo quem pode, pára de consumir. O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimos interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém, essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. 

Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão. O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.

O que começou com o Paul, hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.

Autor Desconhecido
Fonte: www.vestibular.brasilescola.com




25 de mai. de 2010

Enquanto os ventos sopram...

Recebi esse texto hoje de manhã do amigo Sávio Martins Santos. Ele veio na hora em que precisava de um argumento para que as pessoas entendessem sobre... ESTAR PREPARADO.


"Um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral do Atlântico. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados.

A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar em fazendas ao longo do Atlântico, pois temiam as horrorosas tempestades que varriam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações e em suas próprias vidas.

O Fazendeiro recebeu muitas recusas até que finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, procurou o fazendeiro para o serviço.
 - Você é um bom lavrador?Perguntou o fazendeiro.
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram. Respondeu o pequeno homem.

Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem.

Até que em uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou:

- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas! O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente:
- Não senhor. Eu lhe falei, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.

Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente, mas em vez disso se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois.

Para seu assombro ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado.

O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer, então retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava..."


O que podemos tirar dessa metáfora é:
Estar preparado espiritualmente, mentalmente e fisicamente para qualquer tipo de evento é trabalhar com a informação. Não há nada a temer quando se sabe o que fazer e para onde ir quando as coisas ficarem fora do normal...

Poder dormir quando os ventos forem fortes é ter ciência que temos uma missão e podemos fazê-la da melhor maneira possível quando se tem informação necessária para isso.

Aprenda a livrar de seus medos. Durma bem!

27 de nov. de 2009

Rubem Alves: A complicada arte de ver

Parece que vou começar com o pé deireito.


Hoje um belo texto foi me enviado através de e-mail por um amigo que está "sintonizado" com o que sempre (que podemos) - conversamos.  Esse texto vem mostrar de forma simples e absoluta a máxima do:


Só vemos aquilo que conhecemos, que faz parte da nossa experiência.


Obrigada meu amigo Cecchetti, vc captou a mensagem. Vc é uma poeta - todos sabem, mas um poeta que tem os pés no chão e sabe que o ambiente nos engana. 



Nosso mundo é o reflexo da nossa consciência.


Rubem Alves
colunista da Folha de S.Paulo


Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". 
Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões _é uma alegria! 


Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. 


De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."


Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. 


Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".


Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.


William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". 


Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. 


Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.


Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.


Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. 
"Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. 


O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. 
Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. 


O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: 


"Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".


Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". 


Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": 
"De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa _garrafa, prato, facão_ era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".


A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. 
Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. 


Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas _e ajustamos a nossa ação. 
O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. 


Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.


Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. 
Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. 



Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: 


"A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".


Por isso _porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver_ eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. 


Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...


Rubem Alves, 71, educador, escritor. Livros novos para crianças e adultos-crianças: "Os Três Reis" (Loyola) e "Caindo na Real: Cinderela e Chapeuzinho Vermelho para o Tempo Atual" (Papirus).
Site: www.rubemalves.com.br




Faço minhas as palavras do mestre Rubem Alves - Um bom Mestre ensina a ver!!

Workshop de laura botelho fala sobre:

Mentes - Entenda porque Mentes masculinas e Mentes femininas estão em uma eterna disputa. Entender como funcionam seus cérebros faz toda a diferença para diminuir os atritos.

Emoções - Ter consciência de suas emoções, identifica-las, administra-las na medida certa, na quantidade certa, é ter equilíbrio, consequentemente = saúde e auto cura.

Neurolinguística - aprenda a usar seu cérebro. Nesse momento é ele que está usando você. A Lei do Universo é clara: Se você não é capaz de gerir sua própria energia, sua consciência, então alguém o fará por você.

Física quântica - a Nova Física mudou a nossa vida, mas você não tem consciência disso. Novas perspectivas, novos pontos de vista, novas interpretações sobre nosso velho mundo.



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"o sentido da vida é quando o seu propósito e o meu propósito se cruzam, então estamos fora do espaço, fora do tempo e trabalhamos juntos de uma forma totalmente diferente que afeta não só a você ou a mim, mas o todo"